O equilíbrio dos diferentes minerais é fundamental para a saúde global do organismo.
Nutrição
Artigo em Discussão
As águas com gás têm algum efeito na função renal?
Gastrenterologia
Artigo em Discussão
Águas mineralmente gasosas no aparelho digestivo
Reumatologia
Artigo em Discussão
Minerais de referência no sistema musculoesquelético
Cardiologia
Artigo em Discussão
As águas minerais aumentam a Pressão Arterial?

Guias para uma Vida Saudável

Bem-vindo(a) ao equilíbrio mineral do organismo.

Planos Nutricionais
Conselhos Associados
Insuficiência de Minerais
Benefícios dos Minerais
Vida Activa

Minerais de referência na Gravidez

15
Mar
Classifique este artigo
(5votos)
A importância do equilíbrio mineral durante a gravidez ainda é uma questão muitas vezes subestimada, muito embora estudos científicos comprovem a relevância fulcral destes nutrientes para a saúde da grávida e a sua acção crítica no desenvolvimento do feto.

Muitos minerais são transferidos ao feto para armazenamento, especialmente durante o último período de gravidez, e desempenham um papel crucial para o desenvolvimento do mesmo ao longo de todo o processo.

A actividade enzimática do organismo depende de certos macro e micro minerais. Desta forma, quaisquer carências minerais podem redundar num comprometimento da saúde e do sistema imunológico, tanto da grávida como do bebé.

O Magnésio é parte de muitos sistemas enzimáticos e está envolvido no controlo de vários sistemas metabólicos. O Zinco é uma parte necessária dos sistemas hormonais, e a sua deficiência pode levar a problemas no crescimento1, de índole sexual, ou até mesmo diabetes.2

Diversos estudos demonstram igualmente a inter-relação metabólica entre o Cálcio, Fósforo Magnésio, Zinco e Ferro e o modo como se dão as alterações na concentração destes minerais durante a gravidez.3

O cálcio, o fósforo, o magnésio e o zinco são os minerais primários na formação óssea. À nascença, um bebé tem aproximadamente 20 – 30g de cálcio, 16g de fósforo, 750mg de magnésio e 50mg de zinco, dos quais cerca de 98%, 80%, 60% e 30%, respectivamente, estão situados na sua estrutura musculoesquelética.4

Quantitativamente, o maior período de acreção mineral fetal ocorre a meio da gestação e regista o seu pico máximo durante o terceiro trimestre. Por exemplo, a acreção de cálcio aumenta de 50mg/dia (às 20 semanas de gestação), para 330 mg/dia (às 35 semanas).5

Desta forma, o fluxo de minerais através da placenta deve ser o suficiente para corresponder a este aumento nas acreções.

1 Neggers et al. (1990). A positive association between maternal serum zinc concentration and birth weight. American  Journal of Clinical Nutrition, S 1:678-84.
2 Tsang RC, Zlotkin SH, Nichols BL. (1997) Nutrition during infancy: principles and practice, 2nd edition. Digital Educational Publishing:  Cincinnati.
3 Olatunbosum DA, Adeniyi FA, Adadevok BK. (1975). Serum Calcium, Phosphorus and Magnesium Levels in Pregnant Nigerians. British Journal of Obstetrics and Gynecology, vol. 82:568-71.
4 Prentice, A. & Bates, C. J. (1994). Adequacy of Dietary Mineral Supply for Human Bone Growth and Mineralisation. European Journal of Clinical Nutrition, Vol.48 (Supplement), 161–177. 
5 Forbes, G. B. (1976). Calcium Accumulation by the Human Fetus. Pediatrics, vol. 57: 976–977.

0 Comentários

Deixe o seu Comentário

Nome
 
E-Mail
   
Comentário