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Equilíbrio mineral – essencial na 3ª idade.

04
Abr
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A insuficiência de água no organismo é um problema muito comum nos idosos. Isto dever-se-á a razões e factores de diversas naturezas, mas uma das mais importantes – e talvez menos discutidas – prende-se com a perda progressiva da capacidade de retenção de minerais, que ocorre naturalmente com o avançar da idade.

Certos minerais são, como sabemos, absolutamente necessários para manter e levar a cabo uma série de funções e de sistemas.

Uma destas funções é exactamente a manutenção da correcta hidratação do corpo, assegurada, entre outros, graças aos electrólitos que, quando dissolvidos na água, permitem a condução de impulsos eléctricos necessários ao bom funcionamento do organismo.

Desta forma, os níveis de minerais como o sódio, o potássio, o magnésio, o cálcio e o cloreto dever-se-ão manter tão constantes quanto possível, para que se possa prevenir, de forma activa, a desidratação e outras implicações nocivas à saúde.

O sódio é fundamental no controlo dos níveis de água no organismo 1. Contudo, é necessário acautelar um equilíbrio delicado através de uma hidratação eficaz. A carência de água pode conduzir a um excesso desproporcionado de sódio na corrente sanguínea, designado por hipernatremia, que pode redundar em problemas neurológicos e, em casos extremos, em hemorragias cerebrais e até em morte 2.

O potássio também é importante no controlo do equilíbrio hídrico 3 e desempenha um papel fundamental nas actividades cardíaca e musculoesquelética.

Portanto, também neste caso é essencial assegurar uma hidratação correcta nestas idades. Os diuréticos usados em alguns tratamentos da hipertensão, por exemplo, podem provocar a diminuição dos níveis de potássio (e de outros minerais) no organismo, através da sua excreção na urina, o que se pode traduzir num quadro de hipocalemia.

No entanto, a desidratação pode igualmente causar o efeito oposto, a hipercalemia. Nestes casos, regista-se uma subida relativa dos níveis de potássio “residual” no organismo, em virtude da carência de água que o dissolva e ajude a excretar.

A maior parte do cálcio no organismo (99%) está associada ao sistema musculoesquelético, estando apenas uma ínfima parte no fluido extracelular. Contudo, esta é verdadeiramente fundamental na regulação das funções neuromusculares e cardíacas.

Com o envelhecimento, os intestinos tendem a absorver menos cálcio proveniente da alimentação, pelo que consequentemente, este não é aproveitado pelo organismo. Para compensar e manter os níveis mínimos - mas cruciais - de cálcio extracelular, o organismo “vai buscá-lo” aos ossos, aumentando assim os riscos de osteoporose e fracturas dos punhos, anca e vértebras 4.

O magnésio encontra-se principalmente no sistema musculoesquelético e no fluido intracelular. Este mineral regula a função cardíaca e neuromuscular e é essencial em quase todas as funções metabólicas 5. Mais uma vez, é necessário assegurar um aporte adequado regular, por forma a manter os níveis óptimos de magnésio no organismo.

O cloreto, por fim, é um outro mineral relevante na hidratação, mas que importa manter em cuidadoso equilíbrio. A desidratação, aliada a outros problemas, como a insuficiência renal e excesso de hormona paratiroideia, pode provocar níveis excessivos deste mineral, com efeitos potencialmente nefastos para o organismo.

Concluindo, uma hidratação adequada é fundamental para o equilíbrio dos electrólitos e consequente funcionamento saudável do coração, do cérebro e do sistema musculoesquelético. O envelhecimento potencia diversos factores que podem levar à desidratação, pelo que é fulcral, como vimos, prestar especial atenção e cuidado ao equilíbrio hídrico desta faixa etária.

1 Macias-Nunez JF, Iglesias CG, Roman AB et al. Renal handling of sodium in old people: a functional study. Age Ageing 1978; 7:
178-181.
2 Andreucci VE, Russo D, Cianciaruso B, Andreucci M. (1996).  Some sodium, potassium and water changes in the elderly and their
Treatment.Nephrol Dial Transplant.;11 Suppl 9:9-17
3 Berman, A., Snyder, S., Kozier, B., Erb, G. (2007). Kozier’s and Erbs Fundamentals of Nursing: Concepts, Processes and Practice – Chapter 52 “Fluids, Eletrolytes and Acid-Base Balance. Prentice Hall
4 Berman (2007). Idem
5 Idem

1 Comentários

Andreia Rua
18/04/2011
É importante salientar a necessidade de os idosos recorrerem ao dietista aquando de manifestações cardiovasculares e renais, já que nestes casos, o volume de líquidos a serem consumidos por dia podem sofrer algumas restrições. Por razões preventivas e de comodidade, aconselha-se que a ingestão da maior parte destes líquidos seja feita no período da manhã e da tarde. Esta orientação visa prevenir possíveis tombos e quedas durante a noite por ausência de luminosidade suficiente no trajeto realizado entre o quarto e a ida à casa de banho, o que pode ocorrer mais de uma vez numa só madrugada. Quando nos referimos à adequação da ingestão de líquidos, estamos a recomendar que este volume seja atendido não só pelo consumo de água. O consumo de refrescos, sumos de fruta natural e sopas também estão incluídos no volume diário destes líquidos. Para refrescos e sumos naturais recomendamos a adição mínima de açúcar, sendo aconselhado o uso de adoçantes artificiais. No preparo das sopas devemos ter cuidados na adição do sal de cozinha, para prevenir possíveis poblemas cardiovasculares.

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