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Cloreto de sódio e bicarbonato de sódio na dieta dos hipertensos

14
Jan
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O papel do sódio na patogénese da hipertensão é uma questão amplamente discutida pela complexidade da relação entre o sal e a pressão arterial e a possível influência de múltiplos factores ambientais e dietéticos na doença1.

Contudo, diversos estudos sugerem que a combinação dos diversos nutrientes na dieta tem maior influência na redução da pressão arterial do que os componentes específicos isoladamente.2

O efeito do sódio está, por isso, modulado por outros componentes da dieta2, especialmente alguns minerais como o cálcio, o potássio e o magnésio. Nesse sentido, diversos estudos demonstram que as dietas com aportes elevados destes minerais reduzem o efeito pressor do sódio, em sujeitos sensíveis ao sal. Por outro lado, o anião ingerido com o sódio tem um efeito acentuado, uma vez que a pressão arterial só aumenta quando o sódio é ingerido na forma de cloreto de sódio.3-4

Sabendo que o sódio presente na Água das Pedras não é cloreto de sódio, conhecido como "sal de cozinha", mas sim bicarbonato de sódio, conclui-se que este não é nocivo à saúde cardiovascular.

Um estudo efectuado por Silva et al5 demonstra que a ingestão de águas minerais bicarbonatadas sódicas com uma mineralização total média, durante 9 semanas, não aumenta a pressão arterial de doentes adultos hipertensos. As águas com maior grau de mineralização, e consequente maior concentração de sódio, mas também de bicarbonato, cálcio, potássio e magnésio, exercem até um efeito protector em relação à pressão arterial e ao risco cardiovascular.

Um outro estudo, efectuado por investigadores portugueses, analisou os efeitos da ingestão de Água das Pedras na pressão arterial, concluindo que não há diferenças com significado estatístico na Pressão Arterial Sistólica e na Pressão Arterial Diastólica na comparação do consumo de Água das Pedras vs. Água Mineral Natural sem gás.6

Esta conclusão é confirmada pela extensa investigação do grupo de trabalho de Schoppen et al. na área7, que indica que a ingestão de água mineral gasocarbónica rica em sódio pode reduzir o risco cardiovascular de forma significativa.

Já outro tipo de águas com gás, não bicarbonatadas, pode ter efeitos nocivos e, por isso, deve ser bebido com moderação e complementado com outros tipos de águas ou suplementos minerais naturais (como o leite, por exemplo) ou artificiais.




Referências:
1. He H, Ogden et al. Dietary sodium intake and subsequent risk of cardiovascular disease on overweight adults. JAMA 1999; Disponível em: http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=192154
2. Carron DA, Reusser ME. Are low intakes of calcium and potassium important causes of cardiovascular disease?. Am J Hypertens 2001; 14:206S-12S.
3. Resnikc LM, et al. Factores que afectan a las respuestas de la presión arterial a la dieta: estudio Vanguard. Am J Hypertens (edición española) 2000; 2:530-9.
4. Silva, et al. Hipertensión arterial y aguas minerales: ¿sabemos dar el mejor consejo?. Mg Originales 2007; 93-100.
5. Santos, et al. Ingestão de água mineral natural gasocarbónica hipersalina e pressão arterial. Rev Port Cardiol 2010; 29 (02): 159-172
6. Schoppen, et al. A Sodium-Rich Carbonated Mineral Water Reduces Cardiovascular Risk in Postmenopausal Women. J. Nutr. 2004, 134, 1058-63.

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